Novas Medições Podem Resolver Crise na Taxa de Expansão do Universo

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Publicado em 18 Mar, 2026

## Crise na Cosmologia Pode Estar Mais Próxima da Solução com Novos Estudos

Astrônomos estão revisando dados sobre a velocidade de expansão do universo, uma medição crucial para entender a evolução do cosmos. Uma discrepância persistente, conhecida como “tensão de Hubble”, pode estar sendo atenuada por novas pesquisas que analisam a dinâmica de grupos de galáxias próximos.

A taxa de expansão do universo, conhecida como constante de Hubble, tem sido medida de maneiras distintas, cada uma utilizando métodos diferentes. Uma abordagem se baseia na observação de supernovas, explosões estelares extremamente brilhantes que servem como “velas padrão” para medir distâncias cósmicas. Essa medição indica uma velocidade de expansão de aproximadamente 73 quilômetros por segundo por megaparsec (uma unidade de distância cósmica).

Outro método utiliza a radiação cósmica de fundo, um “eco” do Big Bang. Essa técnica sugere uma taxa de expansão mais lenta, de cerca de 68 quilômetros por segundo por megaparsec. Essa diferença, que está fora do intervalo de incerteza esperada, levanta um mistério para os cosmólogos, gerando a “tensão de Hubble”.

Novos estudos, publicados em revistas especializadas, analisaram a movimentação de galáxias dentro de grupos próximos. Os pesquisadores focaram em dois grupos de galáxias, Centaurus A (próxima à galáxia M83) e o grupo liderado pela galáxia M81. Ao analisar a interação entre a atração gravitacional das galáxias e a expansão do universo, os cientistas obtiveram uma taxa de expansão estimada de 64 quilômetros por segundo por megaparsec, um valor mais próximo da medição baseada na radiação cósmica de fundo e reduzindo a discrepância.

A pesquisa sugere que a velocidade de expansão do universo local pode ser mais lenta do que se imaginava. Esta descoberta, se confirmada por estudos adicionais, pode levar a uma compreensão mais unificada do universo e potencialmente eliminar a necessidade de teorias físicas alternativas para explicar a tensão de Hubble.

Além disso, os resultados indicam que a quantidade de matéria escura necessária para explicar a dinâmica desses grupos de galáxias pode ser menor do que se pensava. A matéria escura, uma substância invisível que constitui a maior parte da massa do universo, tem sido tradicionalmente considerada como um componente essencial para a estabilidade das galáxias e dos aglomerados de galáxias. No entanto, esses novos dados sugerem que as galáxias mais brilhantes em alguns grupos podem concentrar uma porção maior da massa total, sem depender tanto da matéria escura.

Para essas medições, os astrônomos estão utilizando uma técnica inovadora chamada TRGB (Red Giant Branch), que se baseia na análise de estrelas gigantes vermelhas para determinar distâncias galácticas com alta precisão. Essa abordagem, diferente da utilizada em medições anteriores baseadas em supernovas ou radiação cósmica de fundo, oferece uma nova perspectiva sobre a taxa de expansão do universo.

Apesar desses avanços, a taxa real de expansão do universo ainda não é totalmente conhecida. A “tensão de Hubble” persiste, e mais estudos são necessários para confirmar as descobertas e, finalmente, desvendar o mistério por trás da discrepância.

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